Summit Agronegócio: Questão ambiental pesa no acordo União Europeia-Mercosul

Países envolvidos ainda precisam ratificar negociação; para especialistas, mesmo com pujança do agronegócio brasileiro, meio ambiente pode virar moeda de troca

O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, firmado este ano por representantes dos governos dos blocos após 20 anos de negociações, pode representar o fim do isolamento do Brasil. Isso porque, nesse período, o País ficou de fora de importantes tratados de livre comércio. Entretanto, o acordo, que ainda não foi ratificado pelos parlamentos dos países europeus e sul-americanos, já encontra resistência, sobretudo de França Áustria.

Agronegócio na amazônia segue no foco do comércio global, sobretudo nos países europeus, que reforçam a exigência de produção sustentável.
Foto: Tiago Queiroz/Estadão – 13/10/2015

Do lado de cá, o principal temor é o de que os europeus utilizem questões ambientais no Brasil como entrave. Os incêndios na Amazônia, que repercutiram este ano no mundo, por exemplo, chamuscaram a imagem do campo brasileiro, mesmo com o setor produtivo tendo condenado, em uníssono, a prática.

Imagem crítica

O professor de agronegócio global do Insper, Marcos Jank, explica que não é de hoje que a imagem do agronegócio é crítica na Europa. Segundo ele, a região é muito influenciada por organizações não governamentais e por novas mídias. “Eu diria que é a região que tradicionalmente tem mais críticas ao modelo brasileiro, que é um modelo produtor de commodities e muito intensivo no uso de tecnologia.”

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