Peste suína na Ásia é ‘explosão de oportunidades’

Brasil, que vem batendo recordes de exportação de carnes para lá, tem a chance conquistar e fidelizar mais clientes

A epidemia da peste suína africana (PSA) na China, que vem dizimando os plantéis no país asiático, pode trazer oportunidades mais amplas ainda para o setor de carnes brasileiro, que vem batendo recordes de exportação de proteína animal este ano, avaliou o diretor da consultoria norte-americana de commodities agrícolas Hueber Report, Daniel Hueber. “A China tinha um dos maiores plantéis de suínos do mundo, com 440 milhões de animais. Esse é o rebanho que Brasil e Estados Unidos têm juntos. O efeito dessa crise no mercado de alimentos ainda será muito expressivo”, disse Hueber no Summit Agronegócio Brasil 2019.

Chineses têm levado muito tempo para apresentar os reais prejuízos com a doença
Foto: JOSE MARIA TOMAZELA/AE

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O consultor observou também que os chineses têm levado muito tempo para apresentar os reais prejuízos com a doença. “A grande questão é que ninguém sabe se será possível erradicar essa febre. É diferente de qualquer outra epidemia já vista”, destacou. Hueber mencionou a alta significativa nas exportações brasileiras de carnes para a China e enfatizou que o País pode se beneficiar ainda mais com o avanço da epidemia no Sudeste Asiático e no Leste Europeu. “É uma explosão de oportunidades para o Brasil.”

O diretor de Inteligência de Mercado da consultoria INTL FCStone, Renato Rasmussen, disse que, de fato, o setor pecuário deve aproveitar a janela de oportunidade que se abriu com a doença na China, que deve levar de sete a dez anos para recompor seu rebanho de suínos. “Estamos falando de uma queda de quase 40% no rebanho de suínos da China”, disse. Por isso, conforme Rasmussen, agora é hora de o pecuarista brasileiro investir mais em produtividade, tendo em vista, por exemplo, a forte valorização da arroba bovina este ano.

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